25/05/09

fecha, gestalt

foi a primeira vez que outra pessoa tocou e cantou nothing else matters para mim. credo. tudo muda mesmo. um dia desses eu jurava que essa música só ia ter graça interpretada por james hetfield (em pessoa) ou por você. e não é que o tempo provou que eu estava com-ple-ta-men-te errada? ufa.

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(mas eu queria dizer que ainda é uma covardia sem tamanho você vir me dizer que eu sou linda. acho que já deu, não é).

18/04/09

post secret

quando você não aparece na janelinha lilás no msn live messenger, fico pensando se está offline, sem querer falar comigo, como eu faço com os outros. me tremo toda.

06/04/09

se ao menos eu soubesse

...
a gente começa empolgado mesmo

o difícil é manter.

dieta, estudo, água (no lugar do refrigerante), diário, dedicação, exercício, jantar da quarta-feira, namoro, paralelismo - quebrei tudo. falta um elemento qualquer, ainda não descoberto/inventado, exclusivo para mim, que auxilia na continuidade. quando ele aparecer ou eu o encontrar ou eu o desenvolver ou sei lá o quê, dou seqüência - retomo tudo. por enquanto, eu finjo que não há problema.

se a nina simone começa o disco feliz para, lá pela penúltima música, se entregar à dor cantada, meu povo, eu também posso.

20/02/09

a frança é aqui

viver neste maison versailles, há quase vinte e quatros anos, já rendeu muita história bonita. casa é casa, eu sei, e recordações sempre existem, mas garanto que este meu pedaço da frança em fortaleza e o seu entorno possui um não-sei-o-quê especial. muitos aniversários na borda da piscina, que já viu beijo submerso, brincadeira de marco polo, e sara de roupa e tudo na água. muito porteiro bisbilhotando as fofocas no jardim, mas cuidando do segredo. muito começo e fim de namoro, mais começo que fim, porque não sou corajosa. muito encontro escondido, até hoje. muito amigo e mimo, principalmente nos tempos de IRC. muita flor deixada na portaria, por diversos motivos, e um buquê específico até hoje anônimo. muita briga de ana carla conosco, nossa com ana carla, nossa conosco. muito jogo de azar, carimba, sete pecados, vôlei, patins, bicicleta, futebol, spice girls, chico buarque, metallica e passatempos diversos. muito choro na grama verdinha, por coisas das quais não tenho a menor lembrança. muito medo de demolição, quando a água do jardim do vizinho do primeiro andar infiltrou a fundação do prédio. muita verba desviada por síndico corrupto, devidamente punido. muita briga sem sentido na garagem, e o receio do fantasma que um dia morou ali. muita reforma desconjuntada, com a falta de um arquiteto ou ser humano de bom gosto que o valha;


o que me traz ao assunto que, na verdade, iniciou este fluxo da memória. desde o primeiro ano de vida, o maison é branco, com a base e o topo coberto por azulejos de cor que transita entre o vermelho e o terra. o muro, que cansou de ser opaco, mas não definiu o novo eu, é coberto há cinco anos por uma outra categoria de blocos de cor que transita entre o vemelho e o terra. ontem, olhei da janela do oitavo andar para o térreo e vi, linda, a nova churrasqueira, construída para o carnaval. bonita mesmo, o meu povo comenta. e é. toda feita de tijolos novos de cor que transita entre o vermelho e o terra.

para quem vê de fora, haja desarmonia. para os franceses, não. eu digo
ô, mãe, que coisa horrorosa, não é. ela abre o sorriso. não, filha, é patchwork
. e rimos juntas. a frança é aqui.

too much love


e a novidade do dia: um dos porteiros foi demitido porque amou demais. na cabine da portaria.